Melancolia. Nenhuma palavra expõe melhor as reflexões que jorram da minha cabeça. Não estou vestida de negrume, mas estou preenchida de nostalgias que me vincam, que me jugulam, que me fazem querer lacrimejar e me despertam a vontade de união a gente que na minha vida já se ausentou num voo assolador… mas que em memórias, hoje me inutiliza por absoluto.
Fico a pensar à deriva nas minhas histórias, alimentando as reminiscências da pessoa que já amei e que com ou sem esforço eu não sou capaz de esquecer. Não é a minha cabeça que a lembra, não são fotografias, não são musicas, fragrâncias, lugares ou anúncios de publicidade… É nada, que mesmo vazio, oco, desabitado e completamente destituído como só ele é me faz recorda-la… Em nada, por nada, assim mesmo.
E por vezes estou quase a pensar que fui culpada. Um quase grande, comprido e indefectível como adoro que ele seja, pois culpa tem-na quem os delitos cometeu que nunca fui eu, por mais que memórias me confundam e minimizem. Nunca fui e garanto que nunca serei a criminosa que transgrediu as leis numa amizade e num amor. E reformulando, não é que recordações minimizem, mas sinto-me sempre mais pequenina que quem penso por estar a meditar sobre ele agora, por deixar que desavenças passadas ainda me lacerem, por permitir que ainda vivam na minha mente, por ainda importarem no meu coração, enquanto que ele deve estar a comer um gelado ou a dormir uma sesta ignorando brutalmente que eu um dia existi e que segundo as sua própria boca, fui tudo. No mesmo momento, o meu mundo ainda é dele mas o dele por mim já nem sequer é avistado. E aparentemente, eu pareço a infeliz que se refresca do já envelhecido e geme e ressente e ainda partilha um planeta quando na verdade eu sou só a sincera que não apaga e não se engana e dissimula num mundo que se pensa viver só do presente mas que nem sequer vive tal a perfídia da sua respiração e o podre do seu bafo… sobrevive, apenas.
Ainda te amo, sem necessitar dos teus amo-te's porque maturidade e dignidade é amar independentemente. E como sempre me conheceste (porque de facto conheceste) eu sei ser mulher e honesta, com os meus grandes defeitos .
E estas não são as palavras mais intensas e emotivas que alguma vez escrevi, mas são das mais legítimas que já publiquei.
Fico a pensar à deriva nas minhas histórias, alimentando as reminiscências da pessoa que já amei e que com ou sem esforço eu não sou capaz de esquecer. Não é a minha cabeça que a lembra, não são fotografias, não são musicas, fragrâncias, lugares ou anúncios de publicidade… É nada, que mesmo vazio, oco, desabitado e completamente destituído como só ele é me faz recorda-la… Em nada, por nada, assim mesmo.
E por vezes estou quase a pensar que fui culpada. Um quase grande, comprido e indefectível como adoro que ele seja, pois culpa tem-na quem os delitos cometeu que nunca fui eu, por mais que memórias me confundam e minimizem. Nunca fui e garanto que nunca serei a criminosa que transgrediu as leis numa amizade e num amor. E reformulando, não é que recordações minimizem, mas sinto-me sempre mais pequenina que quem penso por estar a meditar sobre ele agora, por deixar que desavenças passadas ainda me lacerem, por permitir que ainda vivam na minha mente, por ainda importarem no meu coração, enquanto que ele deve estar a comer um gelado ou a dormir uma sesta ignorando brutalmente que eu um dia existi e que segundo as sua própria boca, fui tudo. No mesmo momento, o meu mundo ainda é dele mas o dele por mim já nem sequer é avistado. E aparentemente, eu pareço a infeliz que se refresca do já envelhecido e geme e ressente e ainda partilha um planeta quando na verdade eu sou só a sincera que não apaga e não se engana e dissimula num mundo que se pensa viver só do presente mas que nem sequer vive tal a perfídia da sua respiração e o podre do seu bafo… sobrevive, apenas.
Ainda te amo, sem necessitar dos teus amo-te's porque maturidade e dignidade é amar independentemente. E como sempre me conheceste (porque de facto conheceste) eu sei ser mulher e honesta, com os meus grandes defeitos .
E estas não são as palavras mais intensas e emotivas que alguma vez escrevi, mas são das mais legítimas que já publiquei.